Nova política de resíduos da Ruston vai retirar anualmente 80 toneladas de plástico do meio ambiente

Se a destinação do lixo é um dos principais problemas ambientais da atualidade, as empresas que geram resíduos precisam fazer sua parte. Atenta a isso, a Ruston iniciou uma política de logística reversa neste ano. O objetivo é oferecer uma compensação ao plástico gerado pelas embalagens, com uma meta de tirar 80 toneladas ao ano de resíduos da natureza.

O material é reciclado por meio de uma parceria com a Constata Tecnologia, que idealizou o projeto Fechando Ciclos. A empresa de Jacareí é especializada em logística reversa e trabalha em colaboração com cooperativas da cidade. É ela quem certifica que a Ruston realiza a política de conscientização por meio da reciclagem. 

Com a escolha pela empresa de Jacareí, a Ruston pretende fomentar uma cadeia de incentivo às iniciativas locais de reciclagem e de proteção ao meio ambiente.  Além do trabalho de reciclagem de parte do lixo gerado pelas embalagens, a empresa ainda realiza políticas internas para diminuir o impacto ambiental. A Sipat (Semana Interna de Prevenção aos Acidentes de Trabalho), por exemplo, passou a se chamar Sipatma (Semana Interna de Prevenção aos Acidentes de Trabalho e Meio Ambiente).

“Criamos uma central de resíduos dentro da empresa, a fim de segregar os diferentes tipos de resíduo: papel, plástico, vidro, madeira e metal. Todo resíduo gerado internamente é vendido ou destinado de forma sustentável”, conta Leandro Honorato, responsável por implementar as ações ambientais dentro da empresa. 

Ele ainda conta que o objetivo é engajar os colaboradores da empresa. “O valor captado com a venda dos resíduos retornará em comemorações e brindes para os funcionários (festa de final de ano por exemplo). Nosso foco é provocar todos os funcionários a terem atitudes sustentáveis, estimulando isso na nossa planta, para que seja transmitido também para fora do ambiente de trabalho. Acreditamos que propagando conhecimento, damos a chance de todos os funcionários enxergarem sua responsabilidade para mantermos o planeta vivo (fonte de motivação intrínseca).”

Questão de sobrevivência

De acordo com Honorato, o “insight” para adotar as políticas ambientais na empresas veio junto com a urgência que o tema ganhou recentemente. Para ele, mais do que atender a uma política de resíduos, trata-se, literalmente, de colaborar para a nossa sobrevivência e a de outras espécies.

“Nossas atitudes atuais não podem comprometer as gerações futuras. Preocupados com a sobrevivência da nossa espécie, começamos a atuar em vários quesitos para reestruturar nossa forma de comportamento no âmbito social, dando foco na sustentabilidade. Temos conhecimento da importância das nossas marcas na sociedade, contudo, queremos e devemos propagar sustentabilidade não como um meio comercial, e sim com atitudes inovadoras que protejam nosso planeta”, diz.

Ruston

Com a iniciativa, a Ruston se antecipa às exigências da Política Nacional de Resíduos Sólidos. Outra questão importante é que a direção da empresa vai absorver esses custos – ou seja, o valor investido para realizar tanto as políticas internas quanto todo o processo de logística reversa não será revertido para o consumidor.

Logística Reversa

O conceito de logística reversa está ligado a uma visão de cadeia de valor que une empresa, comunidade e agentes de reciclagem. De acordo com a ideia, a empresa que produz o resíduo é a maior responsável pela destinação desse resíduo após o consumo.

Nesse cenário, a empresa também é encarregada de consolidar uma conscientização dos consumidores. Dessa forma, se valoriza o potencial de produtos que, com destinação correta, podem se transformar em outras oportunidades de negócio ao invés de se tornarem problemas para o meio ambiente.

Imagem de Анастасия Гепп por Pixabay