Mobile banking é o canal preferido dos brasileiros para pagamento de contas e transferências bancárias

De acordo com a última Pesquisa de Tecnologia Bancária 2019 da FEBRABAN (Federação Brasileira de Bancos), publicada em maio de 2019,  o canal preferido dos brasileiros para operações financeiras é o celular. O número de transações feitas em 2018 pelo dispositivo teve um salto de 24% em relação ao ano anterior e os aplicativos de bancos se tornaram o principal meio para pagamento de contas, transferência de dinheiro e outras transações.

Pela primeira vez, o mobile banking (operações por smartphone) superou o internet banking no número de operações realizadas. Em 2018, 2,5 bilhões de pagamentos de contas e transferências, incluindo Doc e Ted, foram concluídas pelo celular. Hoje, de cada dez transações financeiras, seis são feitas por smartphone ou computador. Além disso, o aumento na quantidade de transações com movimentações financeiras por celular chegou a quase 80% no ano passado.

Alguns fatores estão por trás dessas descobertas. Antes, quem dominava o mercado de smartphones no país era a Apple, com o lançamento do primeiro iPhone para o mercado em 2007. Com o decorrer dos anos, outras empresas passaram a investir em modelos intermediários e de entrada para quem não precisa de tantos recursos. É o caso do smartphone Motorola e dos celulares da Samsung, oferecidos em diversas categorias e preços.

O maior acesso aos smartphones fez com que o país tivesse, em 2019, um total de 230 milhões de celulares ativos, com um aumento de 10 milhões no número de smartphones ativos em relação a 2018. Os dados são da 30ª Pesquisa Anual de Administração e Uso de Tecnologia da Informação nas Empresas, realizada pela Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV-SP).

Mas esse movimento também é influenciado por uma maior confiança nos aplicativos bancários, na praticidade e na segurança fornecida aos usuários. Tanto é verdade que o canal teve 40% da preferência nacional para operações financeiras, levando-se em conta as transações feitas em agências, via internet banking, autoatendimento, pontos de venda no comércio, correspondentes no país e pelo telefone.

Em 2014, por exemplo, o mobile banking correspondia apenas a 10% das transações. Outro dado que revela a tendência ascendente dos canais eletrônicos é o número de operações feito pelos POS (pontos de venda no comércio, as chamadas maquininhas). As transações com movimentação de dinheiro em contas bancárias ultrapassam aquelas realizadas nas agências, segundo a pesquisa.

De acordo com o diretor setorial de Tecnologia e Automação Bancária da FEBRABAN, Gustavo Fosse, a preferência pelo mobile banking ajudou a manter a tendência de alta no total de transações bancárias em todos os canais e demonstrou que os clientes se sentem mais seguros com as transações por smartphone. “A facilidade em poder resolver questões financeiras apenas utilizando o celular é um ponto-chave desse crescimento”, afirma. O total de operações em todos os canais saltou de 71,8 bilhões em 2017 para 78,9 bilhões no ano passado.

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