Milhares protestam contra cortes na educação e reforma da Previdência

Cerca de 5 mil estudantes, professores e trabalhadores das mais diversas categorias reuniram-se nesta quarta-feira (15), no centro de São José dos Campos, em protesto contra os cortes na educação promovidos pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL).
 
O dia é de Greve Nacional da Educação, em que o país se mobiliza em favor das universidades, escolas e creches – alvos da política de desmonte do ensino público. Ao longo do dia, acontecerão manifestações em todos os estados brasileiros. A reforma da Previdência também está sendo alvo dos protestos.
 
Em São José dos Campos, manifestantes concentraram-se na Praça Afonso Pena, às 9h, e seguiram em passeata pelas ruas Rubião Junior, Francisco Rafael, Siqueira Campos, Praça da Matriz, Avenida São José e retornando para a Afonso Pena. O ato terminou por volta das 11h30.
 
Nos cartazes levados principalmente por estudantes, ficava clara a indignação contra o corte de 30% nas verbas da educação. “Tá na hora de ouvir os estudantes”, “A educação resiste”, “Menos corrupção, mais educação”, eram algumas das frases estampadas nos cartazes.

Claro que não faltaram os coros, como por exemplo, “não é mole, não: tem dinheiro pra milícia, mas não tem para educação”.

Sindicatos também levaram seu apoio. Entre as categorias presentes estavam metalúrgicos, petroleiros, servidores municipais, químicos, trabalhadores dos Correios e da alimentação, condutores e aposentados.

Esta é a primeira greve nacional enfrentada por Bolsonaro e funcionou como um esquenta para a Greve Geral contra a reforma da Previdência, no dia 14 de junho, já convocada pelas centrais sindicais.

“Assim como está acontecendo com a educação, o governo Bolsonaro quer acabar com a aposentadoria dos trabalhadores. No dia 14, será a vez de toda a classe trabalhadora se unir na Greve Geral contra a reforma planejada por Bolsonaro”, afirma o secretário-geral do Sindicato dos Metalúrgicos e membro da CSP-Conlutas, Antônio Ferreira de Barros, o Macapá.

Plenária preparatória
No dia 18, haverá a Plenária Nacional Sindical e Popular para organizar a Greve Geral. O encontro será no Sindicato dos Metroviários de São Paulo, às 14h, com dirigentes de centrais sindicais, sindicatos e movimentos populares.

Foto:Rodolfo Moreira