Manarelli Guimarães Arquitetura explica como realizar a composição perfeita de quadros na parede

Uma casa sem arte não tem a menor graça e, uma composição de quadros, além de enriquecer o ambiente com obras de arte, também traz vida a espaços sociais e aqueles cantinhos geralmente esquecidos no décor.  Apesar de não existirem regras específicas para esta composição, algumas sugestões ajudam a criar um ambiente mais harmônico e que expresse a personalidade dos moradores.

Para colaborar nessa prazerosa missão, os arquitetos Thiago Manarelli e Ana Paula Guimarães – do escritório Manarelli Guimarães Arquitetura -, que já trabalham com composição de quadros há mais de 10 anos, selecionaram cinco dicas para prestar atenção na hora de montar a sua. Confira:

  1. Não tenha medo de furar a parede

Um medo muito comum na composição de quadros é o de furar a parede.  Pode parecer complicado, todavia o interessante na composição de obras de arte são as diferentes alturas que permitem pendurar um quadro maior pra cima, outro quadro menor para baixo e, quando a peça não é fixada à parede, torna-se mais difícil criar este dinamismo. “Entendemos que o segredo é sempre acrescentar quadros, ao invés de tirá-los. Mas, para o cliente que não quer furar parede de jeito nenhum, hoje em dia o mercado oferece opções de canaletas e prateleiras que podem criar composições mais simples”, explica Ana Paula.

  1. Misture tudo!

Para uma composição interessante de quadros não necessariamente é preciso ter uma obra de arte de ‘peso’. Para a dupla de profissionais, a palavra é mesclar: uma obra de arte referência na família, outra de uma viagem, uma pintura interessante ou fotografias que remetam à vários temas. “Buscamos saber os gostos do morador. Para quem gosta de rock, por exemplo, podemos trabalhar com imagens de bandas icônicas como Pink Floyd e The Beatles, que ficam extremamente interessantes com obras de estilos diferentes. Não há uma regra, mas sim o predomínio do bom senso estético”, afirma Manarelli.

 

Projeto Apartamento Graça – escritório Manarelli Guimarães Arquitetura – crédito: MCA Estudio

  1. Tamanhos e formatos diferentes

Os arquitetos ressaltam que outro caminho é abusar da criatividade. Investir em diferentes tamanhos e formatos de quadros resulta em composição mais rica em conteúdo. Um maior, outro menor, um quadrado, outro retangular… Nesse interim, o interessante é alcançar algo mais solto e sem regras, permitindo que o desalinhamento crie um visual equilibrado e divertido.

 

  1. Molduras são importantes

Moldura é outro item importante e que deve ser levado em conta na hora de produzir a composição. “No mercado, contamos com opções variadas de materiais, cores e texturas para a produção das molduras. E, novamente, misturar é uma ótima sugestão”, conta Ana Paula.

 

  1. Todo lugar é lugar

Por se tratarem de espaços sociais, é mais comum vermos quadros em ambientes como a sala de jantar e estar. Todavia, os profissionais revelam que não é preciso parar por aí. Além desses ambientes, a composição de quadros atende perfeitamente o décor da cozinha, banheiro, quarto e escada. “Tudo depende da identidade que deseja-se transmitir para o ambiente. Se a intenção é mostrar um revestimento, vale concentrar as obras de arte deslocada. Se a parede está vazia, a opção é preenchê-la inteira com obras de arte. Essa é a hora de ousar!”, finaliza Manarelli.

 

 

Sobre Manarelli Guimarães Arquitetura

Há 11 anos, os arquitetos Thiago Manarelli e Ana Paula Guimarães comandam o escritório com sedes em São Paulo e Salvador. Como foco de trabalho, eles apostam na essência de viabilizar a arquitetura e a decoração dentro da personalidade e do modo de vida dos clientes. A linha inspiracional que compõe os ambientes carrega uma mistura equilibrada de cores, detalhes e imprime os diferentes estilos de vida dos clientes. Em mais de uma década de trajetória, atuam em diversos estados brasileiros e no exterior, com projetos executados nos Estados Unidos e Portugal.

Projeto Le Parc Salvador – escritório Manarelli Guimarães Arquitetura – crédito: Marcelo Negromonte
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