Lançamentos e vendas de imóveis crescem no país

Na comparação do terceiro trimestre com o mesmo período do ano passado, as vendas de imóveis residenciais cresceram 15,4% (+32.575 unidades), enquanto os lançamentos se elevaram em 23,9% (+33.199 unidades).

Os dados foram divulgados em 25 de novembro pela CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), em pesquisa feita junto com o Senai em 17 das maiores cidades brasileiras e nas regiões metropolitanas de dez capitais. No acumulado do ano até setembro, as vendas cresceram 17% (+82.044 unidades), enquanto os lançamentos aumentaram 10% (+94.300 unidades).

No terceiro trimestre deste ano, comparado ao segundo, enquanto os lançamentos aumentaram 4,1%, as vendas caíram 4,9%.

A participação do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) no total comercializado foi de 50,7%, e, no total lançado, de 56,9%. Os percentuais denotam queda, uma vez que essas participações chegaram a representar em torno de 66%.

No acumulado em 12 meses, o número de unidades lançadas subiu para 122.757 e o de unidades vendidas alcançou 129.139, sinalizando uma recuperação do setor. Ao final de setembro, o estoque totalizava 124.644 unidades – seriam necessários 11,6 meses de vendas para escoá-las. Em janeiro de 2016, a oferta total estava em 178.510 unidades.

Em entrevista coletiva, o presidente da CBIC, José Carlos Martins, estimou que os financiamentos com recursos do FGTS deverão cair 11% neste ano, enquanto os créditos com recursos da Caderneta de Poupança terão aumento de 27%. Martins manifestou otimismo em relação ao aumento das vendas em função da queda dos juros nos financiamentos imobiliários.

Tanto ele como o vice-presidente da Área Imobiliária da entidade,  Celso Petrucci, disseram esperar que em 2020 deverão ser mantidos os subsídios para as faixas 2 e 3 do MCMV. Ambos manifestaram preocupação com a redução do orçamento do FGTS, com o direcionamento de parte dos recursos para finalidades alheias à habitação de interesse social.

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Por Rafael Marko

Imagem de Сергей Корчанов por Pixabay

SindusCon-SP

Fonte: SindusCon-SP