Inundações afetam quase meio milhão de pessoas na Somália, diz ONU

Agências das Nações Unidas reforçaram suas ações na Somália em resposta a uma série de enchentes devastadoras que atingem diversas partes do país. As inundações impactaram quase 500 mil pessoas e deslocaram em torno de 175 mil habitantes de suas casas.

Vista aérea da cidade de Belet Weyne, na região de Hiraan, Somália, submersa pelas águas do rio Shabelle em 30 de abril de 2018. A cidade enfrenta o pior caso de inundação de sua história, com 150 mil habitantes forçados a deixar suas casas. Foto: ONU/Ilyas Ahmed

Vista aérea da cidade de Belet Weyne, na região de Hiraan, Somália, submersa pelas águas do rio Shabelle em 30 de abril de 2018. A cidade enfrenta o pior caso de inundação de sua história, com 150 mil habitantes forçados a deixar suas casas. Foto: ONU/Ilyas Ahmed

Agências das Nações Unidas reforçaram suas ações na Somália em resposta a uma série de enchentes devastadoras que atingem diversas partes do país. As inundações impactaram quase 500 mil pessoas e deslocaram em torno de 175 mil habitantes de suas casas.

De acordo como a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), as enchentes atuais são algumas das piores que a região já teve, uma vez que o nível de água no momento excede o período de retorno – intervalo estimado entre ocorrências de igual magnitude de um fenômeno natural – de 50 anos.

“Deslocados internos continuam sendo os mais vulneráveis aos impactos de enchentes, muitos campos estão localizados em áreas de baixa altitude”, disse Stéphane Dujarric, porta-voz do secretário-geral da ONU, a repórteres em Nova Iorque no final de abril.

“Parceiros humanitários no local têm priorizado água, saneamento, higiene, saúde, abrigo e alimentos em suas intervenções”, completou.

As chuvas fortes e enchentes relâmpago vêm apenas meses após uma seca devastadora que deixou mais de 6 milhões de pessoas em necessidade de assistência humanitária.

Enchentes mais graves do que esperado

A magnitude da chuva está muito além do previsto, disse Yngvil Foss, chefe adjunta do Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) na Somália.

“Inicialmente, todos os atores humanitários começaram seus socorros com os meios e recursos disponíveis”, ela disse, observando como agências de socorro da ONU conseguiram angariar fundos ao longo da semana anterior para incrementar intervenções críticas.

A Organização Mundial da Saúde (OMS), por exemplo, entregou 4,5 milhões de toneladas métricas de medicação e outros suprimentos médicos no dia 29 de abril para Belet Weyne, capital da província de HirShabelle, duramente atingida pelas enchentes.

Tropas de paz da Missão da União Africana na Somália (AMISOM) também evacuaram mais de 10 mil residentes em Belet Weyne de partes alagadas da cidade, além de garantir lonas e água para as vítimas.

Mais financiamento é necessário com urgência

Apesar das recentes boas notícias em relação ao financiamento, mais fundos são necessários urgentemente para ajudar o número crescente de deslocados.

No dia 30 de abril, o presidente da Somália, Mohamed Abdullahi Mohamed ‘Farmajo’, visitou áreas afetadas pelas inundações e fez um apelo à comunidade internacional por ajuda humanitária urgente.

O Plano de Resposta Humanitária para a Somália de 2018, que totaliza 1,5 bilhão de dólares (antes das chuvas), só possui 19% de fundos. Lançado pelas agências das Nações Unidas e parceiros humanitários, o plano busca auxiliar em torno de 5,4 milhões de pessoas com assistência.

 

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