Índice larvário apresenta queda na segunda avaliação do ano

A segunda Avaliação de Densidade Larvária (ADL) deste ano, elaborada pela Prefeitura de São José dos Campos no período de 16 a 29 de abril, revelou um Índice Breteau (IB) de 0,6, o que indica que o município apresenta um status de nível aceitável em relação à infestação do mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como dengue, chikungunya e zika.

O número é inferior ao resultado da primeira avaliação, realizada em janeiro, que apontou índice de 1,4 (estado de alerta). O levantamento foi divulgado nesta sexta-feira (11), pela Secretaria de Saúde.

Os parâmetros estabelecidos pelo Ministério Saúde preconizam o índice 1,0 como limite ideal, que confere uma baixa probabilidade de risco à epidemia, uma vez que demonstra haver um controle aceitável de infestação dos vetores.

O índice larvário (Índice Breteau) corresponde ao número de imóveis em que foram encontrados recipientes com larvas do mosquito Aedes aegypti, durante a avaliação. Ou seja, considerando a média de toda a cidade, para cada 100 imóveis pesquisados, 0,6 continham recipientes com larvas positivas.

As equipes do CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) visitaram 12.595 imóveis (365 quadras), de todas as regiões. Foram efetivamente trabalhados 10.568 imóveis (83,91%), pois 2.026 (16,09%) estavam fechados no momento da visita.

Segundo o CCZ, este índice larvário está dentro do esperado, mediante o nível de controle mantido pelo serviço, somado à época do ano menos chuvosa e com temperaturas mais baixas, que alongam o período de ciclo de vida dos vetores.

Após a primeira avaliação do ano, que apresentou índice larvário de 1,4, várias estratégias de ações foram realizadas, norteadas pelas prioridades apontadas, contribuindo para o baixo índice atual do município.

Durante o levantamento, foram encontrados 6.868 recipientes em condições de acumular água (possíveis criadouros), sendo que 2.463 continham água no momento da vistoria (35,7%) e 79 continham larvas (3,2%). Dentre os 22 tipos diferentes de criadouros encontrados com larvas, os principais foram planta aquática, vasos de plantas, prato/pingadeira e balde/regador.

Com base nos dados obtidos nessa avaliação, serão definidas as melhores formas de combate às doenças no próximo período. Por exemplo, pode-se redirecionar e intensificar algumas medidas ou alterar as estratégias de controle do mosquito adotadas pelo município.

Números

Neste ano, São José dos Campos registrou 150 casos de dengue, sendo 120 autóctones (contraídos no município), 27 importados e 3 aguardando confirmação de local de infestação. Houve 1 registro de zika e nenhum de chikungunya.

Foto: Claudio Vieira/PMSJC
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