IGMI-R ABECIP aponta aceleração nos preços dos imóveis residenciais nos primeiros três trimestres de 2019

Em setembro, a variação do IGMI-R/ABECIP foi de 0,32%, praticamente a mesma observada em agosto (0,36%). A trajetória de aceleração da taxa acumulada em 12 meses foi mantida, passando dos 2,33% em agosto para 2,55%. Como pode ser visto no quadro abaixo, essa aceleração ocorreu de forma constante durante os primeiros três trimestres de 2019, tomando como base de comparação os mesmos trimestres do ano anterior.

IGMI-R/ABECIP

Apesar das diferenças em intensidade, as acelerações ao longo dos primeiros três trimestres de 2019 ocorreram em quase todas as 10 capitais analisadas pelo IGMI-R/ABECIP. O destaque fica por conta de São Paulo, onde a variação acumulada em 12 meses dá sequência à tendência de retomada dos preços dos imóveis em termos reais no período. O Rio de Janeiro saiu do terreno negativo nas variações trimestrais neste terceiro trimestre, e manteve a tendência de crescimento dos ganhos ao menos nominais na perspectiva do acumulado em 12 meses, registrando aumento de 0,19% em setembro ante os 0,07% observados em agosto. A única das capitais que não registrou aceleração no terceiro trimestre de ano foi Goiânia, mas que já vinha apresentando taxas de crescimento relativamente elevadas nos dois trimestres anteriores. Fortaleza, assim como já havia ocorrido em agosto, é a única das capitais a apresentar variação negativa no mês, sendo também a única com desaceleração sob a perspectiva do acumulado em 12 meses (1,69% em setembro ante 1,82% em agosto).

Imóveis

Aos poucos, alguns indicadores de nível de atividade da economia brasileira vêm apresentando sinais de melhora nos últimos meses. Alguns desses são particularmente relevantes para o setor de construção civil, como o aumento de financiamentos no contexto da queda nas taxas de juros, e a retomada do nível de emprego. O início do processo de recuperação dos preços dos imóveis residenciais em termos nominais, e mesmo em termos reais como em São Paulo, vem associado a essa tendência gradual de retomada do nível de atividades. O aumento da intensidade dessa tendência deve ocorrer na proporção pela qual o aumento da confiança de investidores e consumidores se consolide nos próximos meses, o que segue condicionado à aprovação das reformas estruturais necessárias.

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Imagem de Francisco Jorge Freitas Vieira Vieira por Pixabay