Festa dos 25 anos do TETRA reúne no Rio a Seleção de 94

Nesta quarta-feira, 17 de julho, os jogadores da Seleção Brasileira de 1994 comemoraram os 25 anos do Tetra e, principalmente, a amizade que mantêm até hoje. A data foi celebrada com uma festa fechada para 80 convidados, na cobertura do hotel Sofitel Ipanema, no Rio. Estiveram presentes os atletas e equipe técnica responsáveis pela vitória do Brasil na Copa do Mundo dos Estados Unidos: Taffarel, Raí, Jorginho, Ricardo Rocha, Ronaldão, Mauro Silva, Branco, Bebeto, Dunga, Zinho, Zetti, Cafú, Márcio Santos, Mazinho, Paulo Sérgio, Carlos Alberto Parreira, Moraci Santana, Américo Farias, Prima, Claudionor Patropi, Luisão, Antonio Assis e Moisés. Leonardo foi representado pelo filho, Lucas, que nasceu durante a Copa do Mundo de 94 e inspirou o famoso gesto de Bebeto balançando os braços como se estivesse ninando um bebê.

Esse grupo não se encontrava desde o fim da Copa do Mundo de 94 e a noite foi permeada pela lembrança dos melhores momentos da campanha, que teve como marca registrada a união da equipe. Imagens inéditas de bastidores, e cenas marcantes das partidas, foram exibidas em um telão, deixando todos emocionados.

“Nós aprendemos a falar na primeira pessoa no plural. O esporte ensina isso, sabe? Não sou eu, é sempre a gente. Aquele grupo de 94 era muito unido e isso só reforça ainda mais a alegria desse momento. Tudo aqui é genuíno e verdadeiro. Nós fomos a única equipe na história do futebol que entrou de mãos dadas. Não era teatro, não era charme. Aquilo mostrava que nos estávamos juntos do Recife (nas eliminatórias, Brasil 6 x 0 Bolívia) até o final. A nossa vitória deu novamente ao Brasil o título País do Futebol, que estava desde 1970 esperando uma vitória de Copa do Mundo”, diz Raí, que junto com Jorginho ajudou a viabilizar o encontro do grupo para a festa.

À medida que as fotos apareciam no telão, os jogadores cantavam juntos e abraçados músicas como Lá Vai Pitomba e Amigos para Sempre – hits entre eles.

“Quando você é campeão do mundo, você nunca vai morrer. O seu nome vai ser pra sempre lembrado. E é muito bom saber que nós seremos lembrados pra sempre como um grupo vitorioso. Aqui não tem ninguém melhor que ninguém, sempre fomos um grupo e sempre seremos. Os momentos mais marcantes pra mim são aqueles do ônibus, da concentração, do pré jogo. Relembrar tudo que fizemos pra chegar onde chegamos, isso é essencial. Essa festa traz essa vitória de novo, relembrar uma historia de superação, porque a Copa de 94 foi isso, nós superando as expectativas de todos.  Se eu sou campeão do mundo é porque todos esses craques estavam ali comigo”, relembra Zinho, meio campo da seleção.

Além das imagens de arquivo pessoal, conversas e bate papo entre os jogadores lembravam momentos históricos vistos por todos os torcedores na época do Tetra. “Eu sabia que seríamos tetracampeões naquele passe do Romário no jogo mais difícil da Copa (contra EUA), naquele 1 x 0! Ali eu tive uma certeza dentro de mim. Se eu puder relembrar o momento mais marcante com certeza foi a nossa chegada no Recife na volta para casa, quando o povo brasileiro inteiro fez o mesmo gesto que eu fiz para comemorar o nascimento do filho do Leonardo. A gente não fala da boca pra fora, eu amo esses caras, eles são minha família”, comentou Bebeto, muito emocionado.

A festa seguiu animada até as 2h, com Pretinho da Serrinha comandando uma roda de samba – que ganhou reforço dos atletas cantando e tocando instrumentos – e a DJ carioca Luluta, que tocou as músicas marcaram as vidas dos jogadores.

“É uma emoção diferente estar aqui com todos eles. 25 anos é um quarto de uma vida. Estamos todos felizes, satisfeitos com o que construímos de trajetória profissional. Esse grupo mostrou por que ganhou: porque nós éramos amigos e família. A Copa do Mundo de 94 foi um trabalho de superação e equipe. Não se render, não se abater, isso era o nosso lema! Eu acho que ganhar fora do campo foi o que fez a gente ganhar dentro do campo. Um jornalista me perguntou no jogo contra a Argentina – jogo difícil que carimbou o nosso passaporte pros EUA – o que eu achava que ia acontecer e eu falei ‘se jogarmos assim, a gente ganha essa Copa’ e foi o que aconteceu”, lembra Carlos Alberto Parreira, técnico da Seleção de 94.

A logomarca oficial do evento foi inspirada no cordel e assinada por artistas maranhenses. Segundo Raí, “a ilustração é uma homenagem aos pernambucanos e a Pernambuco, onde começou nossa arrancada para o Tetra, nas eliminatórias. Aquele jogo (Brasil 6 x 0 Bolívia) foi tão marcante que Recife foi a primeira cidade que paramos na volta dos Estados Unidos.”

Com produção de Fernanda Kalume e Dani Tolstoï, da Kalstoï, a festa teve cenografia do diretor de arte Jorge Nasi – que transformou a cobertura do hotel em uma floresta -, e menu assinado pelo chef francês Jérôme Dardillac, do Fairmont Rio de Janeiro Copacabana. Entre os quitutes escolhidos pelos atletas, polvo, ceviche de salmão, ostras, palmito assado na brasa, entrecôte grelhado ao molho café de Paris, tartin de queijo de cabra com compota de cebola e figo, creme de cogumelos, risoto de camarão com abobrinha, gengibre e limão siciliano.

O evento teve apoio da rede de hotéis Accor e do Fairmont Rio de Janeiro Copacabana, marca de luxo do Grupo. A Accor tem como um de seus principais pilares o apoio ao esporte e está cada vez mais conectada com o futebol. Por esse motivo, não poderia deixar de apoiar a celebração de 25 anos de uma das maiores conquistas do futebol brasileiro até hoje: o Tetra, em 1994. Recentemente, a empresa anunciou uma grande parceria da marca ALL – Accor Live Limitless – com o Paris Saint-Germain (PSG). Além do futebol, a Accor também apoia no Brasil o tênis, rugby e golf.

Sobre a

Copa de 1994

O Brasil não ganhava o mundial desde o tri com Pelé, Gerson e companhia em 1970. Depois de se classificar “com emoção” para a Copa do Mundo, no jogo Brasil 2 X 0 Uruguai, no Maracanã, a seleção liderada pelo técnico Parreira e pelo coordenador técnico Zagallo superou todas as dificuldades e acabou com o jejum de 24 anos sem título, colocando novamente o Brasil no topo. A união/força do grupo de jogadores foi decisiva para a conquista do tetra.

Escalação do time:

Taffarel (goleiro), Jorginho (lateral), Aldair (zagueiro), Márcio Santos (zagueiro), Branco (lateral), Mauro Silva (meio-campo), Dunga (meio-campo), Mazinho (meio-campo), Zinho (meio-campo), Bebeto (atacante) e Romário (atacante). Reservas: Gilmar (goleiro), Zetti (goleiro), Cafu (lateral), Ricardo Rocha (zagueiro), Ronaldão (zagueiro), Leonardo (lateral), Raí (meio-campo), Paulo Sérgio (meio-campo), Müller (atacante), Ronaldinho (atacante) e Viola (atacante). Técnico: Carlos Alberto Parreira.

Fotos Rogério Resende