Férias também é tempo para planejar os estudos

Planejamento é essencial para quem deseja alcançar as metas do próximo ano

O próximo ano já está chegando e são muitos os desafios para quem deseja um excelente ano letivo e até obter sucesso no vestibular.

Se este ano você ficou pendurado na escola, cheio de dificuldades e com o boletim mais vermelho que a bandeira da China, calma! O começo do ano letivo de 2019 está aí para te dar a chance de fazer tudo certo dessa vez. E “certo” não significa se matar de estudar.

Mantenha o lazer no final de semana e nem pense em diminuir as horas de sono. Isso mesmo: um bom estudo não requer noites em claro nem renúncia à diversão. Ao contrário. Boas noites de sono e tempo para o lazer são fundamentais para se manter a disposição para estudar.

Mas, então, qual é a formula mágica para não acabar o ano com a corda no pescoço? Não tem mistério: basta elaborar um bom roteiro de suas atividades e respeitar esse planejamento.

O primeiro passo é admitir que no ano atual faltou vontade de aprender. Isso porque o desejo sincero de estar ali estudando interfere decisivamente na concentração que se tem. É o que faz diferença, por exemplo, quando você percebe que não estava prestando a menor atenção em alguma leitura, embora esteja efetivamente lendo frase após frase.

“O sucesso nos estudos depende da disposição para a tarefa. Muitos alunos passam as férias todas sem pegar em um livro. Estudos apontam que o cérebro leva um tempo para se adequar as rotinas e criar hábitos. Se o estudante passa quase dois meses sem ler ou estudar, ele irá demorar mais para entrar no ritmo no retorno das aulas. Isso pode prejudica-lo no decorrer do ano”, diz a psicóloga e neuropsicóloga Ádrinne Uchôa, da Tutores Educação Multidisciplinar.

Mesmo depois de estar concentrado na realização da tarefa, ainda há diversas maneiras de se tornar mais produtivo. Uma delas é estabelecer prioridades para a mente. “Todo planejamento é fundamental para atingirmos um objetivo na vida, nos estudos isso não é diferente. É preciso estabelecer um horário e de fato cumpri-lo. O aluno não precisa passar as férias toda estudando, mas precisa de alguns momentos para ativar as áreas do cérebro que precisam deste estimulo”, explica Ádrinne.

Neuropsicologa Ádrinne Uchôa