Faturamento do setor de serviços da cidade de São Paulo atinge R$ 27,7 bilhões e registra o melhor julho desde 2010

O setor de serviços da cidade de São Paulo segue trajetória de alta e, em julho, registrou faturamento real de R$ 27,7 bilhões, a maior cifra já registrada para o mês desde o início da série histórica em 2010. Se comparado ao mesmo período de 2017, houve crescimento de 11,9%, o que representa um montante R$ 2,9 bilhões superior nas receitas do setor. As vendas avançaram 14,9% de janeiro a julho e 12,5% no acumulado de 12 meses.

Os dados são da Pesquisa Conjuntural do Setor de Serviços (PCSS), que traz o primeiro indicador mensal de serviços em âmbito municipal, elaborada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) com base nos dados de arrecadação do Imposto sobre Serviços (ISS) do município de São Paulo, fornecidos pela Secretaria Municipal da Fazenda. O município de São Paulo tem grande relevância nos resultados estaduais e nacionais do setor de serviços, representando aproximadamente 20% da receita total gerada no País.

Das 13 atividades pesquisadas, nove apontaram expansão no faturamento real em relação a julho de 2017, sendo elas: mercadologia e comunicação (109,3%); jurídicas, econômicas, técnico-administrativas (29,1%); educação (22,8%); técnico-científico (11,2%); turismo, hospedagem, eventos e assemelhados (9,2%); agenciamento, corretagem e intermediação (8,7%); serviços bancários, financeiros e securitários (5,9%); Simples Nacional (1,3%); e outros serviços (0,3%). Juntas, as atividades contribuíram positivamente para o resultado geral com 13,6 pontos percentuais (p.p.).

No sentido contrário, os resultados negativos ficaram por conta dos seguintes segmentos: representação (-26,1%); construção civil (-21,5%); conservação, limpeza e reparação de bens móveis (-4,4%); e saúde (-2,6%). Essas quatro atividades contribuíram negativamente com 1,7 ponto percentual para o resultado geral.

De acordo com a FecomercioSP, os dados de julho confirmam que, mesmo diante de incertezas nos ambientes econômico e político do País, o setor de serviços da cidade de São Paulo vem registrando crescimento significativo nas suas receitas, consolidando um ciclo de recuperação das vendas do setor, ainda que a taxa de crescimento tenha desacelerado de 21,8%, em junho, para 11,9%, em julho. No entanto, algumas atividades continuam registrando resultados negativos, tais como construção civil e conservação, limpeza e reparação de bens móveis.

Isso ocorreu porque esses setores foram fortemente impactados pela crise econômica do País entre 2014 e 2016, afetando de forma significativa os investimentos públicos e privados e o mercado imobiliário brasileiro.  Segundo a FecomercioSP, a retomada dessas atividades dependerá da recuperação dos indicadores de emprego e renda. As instabilidades políticas refletidas no mercado de câmbio e na Bolsa de Valores serão elementos decisivos para definição do comportamento das receitas do setor de serviços até o final do ano.

*Nota técnica
De modo a manter o indicador sempre atualizado, a partir de fevereiro de 2018, foi adicionado à lista de atividades do setor de serviços, por meio da Instrução Normativa SF-SUREM no. 23, de 22/12/2017 da Secretaria da Fazenda do Município de São Paulo, o código CNAE 02498, relativo à atividade de “Inserção de textos, desenhos e outros materiais de propaganda e publicidade, em qualquer meio (exceto livros, jornais, periódicos e nas modalidades de serviços de radiodifusão sonora e de sons e imagens de recepção livre e gratuita)”. Por se tratar de uma nova atividade inserida no grupo de “Mercadologia e Comunicação”, os resultados apresentarão variações elevadas nos comparativos anuais até completar o ciclo de 12 meses de adição, em fevereiro de 2019.

Nota metodológica
A Pesquisa Conjuntural do Setor de Serviços (PCSS) é o primeiro indicador mensal de serviços em âmbito municipal. Utiliza informações baseadas nos dados de arrecadação do Imposto sobre Serviços (ISS) do município de São Paulo por meio de um convênio de cooperação técnica firmado entre a Prefeitura de São Paulo e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). O indicador conta com uma série histórica desde 2010, permitindo o acompanhamento do setor em uma trajetória de longo prazo. As atividades foram reunidas em 13 grupos, levando em conta as suas similaridades e a representação no total do que é arrecadado de ISS no município. A pesquisa é referente ao município de São Paulo, mas, considerando a sinergia entre os municípios do entorno, os resultados refletem o cenário da região metropolitana.

Sobre a FecomercioSP
A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) é a principal entidade sindical paulista dos setores de comércio e serviços. Congrega 137 sindicatos patronais e administra, no Estado, o Serviço Social do Comércio (Sesc) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac). A Entidade representa um segmento da economia que mobiliza mais de 1,8 milhão de atividades empresariais de todos os portes. Esse universo responde por cerca de 30% do PIB paulista – e quase 10% do PIB brasileiro –, gerando em torno de 10 milhões de empregos.

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