Espaços Colaborativos e verdes viram tendência no setor imobiliário corporativo

O desenvolvimento de novas tecnologias e a valorização de ambientes sustentáveis estão transformando o mercado imobiliário. Espaços passaram a ser planejados com mais cuidado e atendendo premissas de respeito ao meio-ambiente e cooperação

De acordo com o Indicador Serasa Experian de Nascimento de Empresas, de janeiro a agosto deste ano foram abertos 2,1 milhões de cadastros, quantidade 20,7% maior do que o mesmo período em 2018. Esses novos negócios buscam se desenvolver em espaços colaborativos, flexíveis e sustentáveis, que reflitam as mudanças de relacionamento, bem como acompanhem as novas tecnologias.

Mercado imobiliário

“As empresas estão buscando espaços mais amplos e dinâmicos, que facilitem o desenvolvimento do trabalho e o compartilhamento de ideias. A demanda por ambientes mais aconchegantes e reversíveis também aumentou, tanto pelo melhor aproveitamento dos espaços quanto pela qualidade de trabalho e, consequentemente, o aumento da produtividade dos funcionários”, explicou a arquiteta Gabriela Gontijo, do Studio Gontijo.

Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC)

Segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), em 2018 houve mais de 98 mil compras de imóveis. A expectativa é que em 2019 as vendas no mercado imobiliário de médio e alto padrão cresçam mais de 30% em relação a 2018, incluindo os imóveis corporativos. Cabe ao setor imobiliário se adequar às últimas tendências de mercado.

Um pedido comum, por exemplo, é o planejamento de espaços colaborativos com divisões horizontais e espaços verdes, além de garantir o conforto dos clientes. O engenheiro Alexandre Thiago Parcianello, da Evoris Participações e Investimentos Imobiliários, comentou que a demanda crescente no mercado imobiliário corporativo é por estações de trabalho que possuam energias renováveis, qualidade ambiental, essência estética e funcionalidade.

Selos de sustentabilidade

De acordo com o engenheiro, a indústria da construção civil é um dos setores que mais desperdiçam materiais. Para solucionar o problema foram criados selos de sustentabilidade que auxiliam organizações a conciliar o crescimento socioeconômico com as responsabilidades ambientais. Parcianello destacou dois: “O selo AQUA-HQE visa acompanhar todo o projeto, avaliando questões construtivas e ambientais. Já o LEED é uma certificação que prioriza a economia de energia, o uso sustentável dos recursos, bem como a redução dos custos”.

O caráter sustentável se tornou uma preocupação de pequenas, médias e grandes empresas. Nesse quesito, a imobiliária ou construtora precisa avaliar a responsabilidade social da empresa a que está prestando o serviço. O vice-presidente do Grupo Piran – empresa especializada em construção de imóveis corporativos para locação e renda -, Valdir Piran Jr. explicou que é necessário observar fatores como localização, tamanho do metro quadrado, qualidade da construção e possibilidades de decoração no intuito de criar um ambiente que garanta proteção ambiental ao mesmo tempo que valoriza o patrimônio.

“A tendência é propor ambientes integrados, que visem a qualidade de vida de todos, colaboradores e clientes. Nossas plantas se distanciam dos modelos tradicionais, porque enxergamos essa adequação das novas gerações, em que os gestores das empresas se preocupam cada vez mais com a flexibilidade e a ambientação tecnológica, porém sustentável”, afirmou o vice-presidente.

Foto: Shutterstock