Equaliza Ambiental :#10YearChallenge

Você provavelmente viu publicações nas redes sociais com a tag #10yearchallenge. Talvez você tenha até participado. A brincadeira aconteceu em janeiro de 2019 e consiste em postar uma foto sua de 2009 e uma deste ano para que todos vejam o quanto você mudou nos dez anos de intervalo.

          Mas e quando levamos para o âmbito ambiental, o que realmente mudou?

O meio ambiente é reflexo de nossas ações. O que fica claro neste desafio é a busca pela melhoria da aparência, deixando um pouco de lado a busca pela melhoria interna, a de costumes.
Mesmo com o excesso de informações acerca de descartes de resíduos em locais inadequados, consumo exagerado de combustíveis fosseis e desmatamento, nota-se que os padrões vem se degradando ao longo dos anos e, para piorar, os efeitos são acumulativos.
Segundo o INPE, nos últimos 10 anos foram desmatados mais de 560km² da Amazônia Legal, isso significa que uma área equivalente ao estado da Bahia de floresta foi abaixo, causando a perda de uma biodiversidade única.

Com os combustíveis fósseis não foi diferente, mesmo com o incentivo ao consumo de etanol como um combustível renovável, notamos que no Brasil depende inteiramente do petróleo, uma vez que a sua logística é, em sua grande maioria, rodoviária. A queima de combustível traz inúmeros problemas como o aumento do aquecimento global, chuva ácida, e perda da qualidade do ar.

Outro problema que tem início principalmente nas grandes cidades é o descarte de resíduos de maneiras inadequadas gerando problemas de saúde pública, contaminação do lençol freático, complicações na infraestrutura pública ocasionando enchentes e alagamentos.

 

Um assunto que tem sido amplamente debatido é a quantidade de lixo que vêm entrando nos oceanos, segundo a ONU são aproximadamente 8 milhões de toneladas de lixo plástico descartado no mar todo ano, isso significa que de 60 a 80% de todo o lixo do mar é plástico. Segundo essa estimativa no ano de 2050 pode haver mais plástico do que peixes no mar.
Utilize menos e sempre recicle, não apenas plástico, mas todo tipo de resíduo reciclável que tenha optado por consumir. Consuma de modo consciente e pressione as autoridades da sua região, contribua para o desenvolvimento da coleta seletiva. Se informe sobre a nova política de resíduos sólidos e, principalmente, se conscientize sobre o como suas atitudes estão contribuindo, ou não, para a poluição do nosso meio. Quando for “jogar fora”, lembre-se, não existe “fora”.

Autoria: Luiz Augusto Gaioso

Revisão: Denis Caputo