ECONOMIA: Potencial do mercado imobiliário de Goiânia atrai linhas de crédito específicas

Banco mineiro aposta no potencial do mercado goiano de imóveis e firma parceria com empreendedores responsáveis pela obra da maior torre residencial do Centro-Oeste

Segundo o último índice FipeZap (março) que avalia o preço médio na venda de imóveis em várias regiões do Brasil, Goiânia completa 12 meses consecutivos registrando alta no valor médio de seu metro quadrado para venda. A última variação negativa para a capital foi registrada em março de 2018, com queda de 0,32%, e em março deste ano, a valorização foi de 0,28%. Entre dezembro de 2017 e dezembro de 2018, a variação saiu de 13,9% para 16,84%. No acumulado dos últimos 12 meses, a Capital goiana, entre as 16 monitoradas, é a única a registrar valorização acima da inflação.

Uma análise do mercado imobiliário, realizada pela Brain Bureau de Inteligência Corporativa, encomendada pela Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Goiás (Ademi-GO), aponta que foram lançadas 65% mais unidades em 2018 na Capital e região metropolitana do que 2017, e 56% a mais do que em 2016, demonstrando um avanço, mesmo no período de crise. Os dados apontam, ainda, maior volume de unidades vendidas dos últimos quatro anos. Comparando 2018 com 2017, houve uma alta de 27%, enquanto uma comparação de 2018 com 2016 apresenta um volume de 56% mais unidades vendidas. E mesmo com todo esse crescimento, o mercado de imóveis em Goiânia tem muito para expandir, afinal, a cidade ainda registra um dos preços médios do metro quadrado mais baratos, R$ 4.267, o segundo mais baixo entre as capitais pesquisadas.

 

Atraente

Todo esse cenário deixa Goiânia entre as cidades mais atraentes para investimentos imobiliários, o que tem chamado atenção, em especial, do setor financeiro com linhas de financiamento específicas para construção e incorporação. Isso faz com que empresas goianas na área da construção civil consigam capitalização para grandes empreendimentos. A maior torre residencial do Centro-Oeste, o Kingdom Park Residence, obra da Sim Engenharia, da MA Incorporadora e J Virgílio Imóveis, é um exemplo dessa parceria entre incorporadoras e setor financeiro. As empresas responsáveis pelo residencial de alto padrão e o Banco Inter, com sede em Belo Horizonte (MG), selaram uma parceria referente à Linha de Crédito Plano Empresário, que irá assegurar a conclusão da obra.

De acordo com o superintendente comercial da instituição bancária, Christian Casale, esse é o primeiro contrato do tipo assinado em Goiás. Conforme destaca o executivo, com o plano empresário as construtoras e incorporadoras não reduzem o capital próprio para construir o empreendimento e ainda conta com agilidade na análise da proposta e com um atendimento feito por uma equipe especializada.

 

“Esse produto financeiro é voltado para a construção de empreendimentos residenciais, comerciais e mistos, com financiamento direto para as empresas do ramo da construção civil. Entendemos que para a instituição financeira é uma grande oportunidade de fixarmos a marca no mercado, principalmente porque conhecemos o potencial de Goiânia”, explica Casale. O superintendente também afirma que a parceria possibilita que o banco esteja na linha de frente para oferecer novas linhas de créditos para os investidores do empreendimento, principalmente na entrega das chaves, o que possibilita a oferta de condições diferenciadas e especiais de financiamento.

Já para a construtora ou incorporadora, com a linha de crédito específica, não precisa usar recursos próprios, e o cliente/investidor terá a segurança de conclusão da obra. Para um dos incorporadores, o engenheiro Paulo Silas Ferreira, a parceria vem em boa hora, principalmente porque todas essas condições econômicas favoráveis fazem do crescimento do setor uma consequência natural. A Capital goiana está em plena expansão e detém um alto índice de qualidade de vida, proporcionando o cenário ideal para compra de imóveis como um investimento de alta rentabilidade. “As projeções para o mercado imobiliário de 2019 são otimistas para os investidores que buscam boas oportunidades de negócio”, avalia Paulo Silas, que completa: “O fortalecimento das parcerias é uma tendência que veio para ficar, pois tem ajudado as empresas da área da construção civil a enfrentar as dificuldades de uma economia que segue em recuperação. Por meio dessas parcerias, é possível diminuir os riscos do negócio”.

Sobre o Banco Inter

O Banco Inter possui 24 anos de mercado e atuação em todo o território nacional. É o primeiro banco 100% digital do País e o único a oferecer uma conta totalmente isenta de tarifas, que serve como porta de entrada dos clientes para uma completa plataforma digital de serviços. O Inter foi o primeiro banco digital a abrir capital no Brasil, em abril de 2018, e está listado no Nível 1 da Bolsa de Valores (B3).

A instituição acredita que a relação das pessoas com seu banco pode ser mais simples, transparente e justa, e trabalha para essa transformação acontecer. Em dezembro de 2018, o banco contava com uma carteira de crédito de mais de R$ 3,3 bilhões, com patrimônio líquido de R$ 948 milhões e R$ 5,6 bilhões de ativos totais.

Paulo Silas, Dayanne Silva e Christian Casale
Raphael Vieira