Dinheiro em espécie e pagamentos digitais crescem na pandemia

Estudos revelam as mudanças na forma de pagamento no Brasil em 2020, motivados pela Covid-19 e pelo Auxílio Emergencial

O ano de 2020 foi marcado por muitas transformações devido a chegada da pandemia de Covid-19 no Brasil. Diante dessas mudanças, diferentes comportamentos de consumidores passaram a ser estudados. Um dos que mais se destacam é a escolha da forma de pagamento.

Um recente levantamento desenvolvido pelo Instituto de Estudos Estratégicos de Tecnologia e Ciclo de Numerário, ITCN, comparou os efeitos da pandemia no sistema monetário de países do continente americano. Entre as conclusões, o documento revela que o uso de papel-moeda e os pagamentos digitais cresceram no período analisado.

No total, foram oito países avaliados: Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Estados Unidos, México e Peru. O principal objetivo da pesquisa foi avaliar a atuação dos bancos centrais de diferentes partes do mundo.

Pagamentos digitais como forma de proteção

De acordo com informações do Instituto Locomotiva (divulgados em abril de 2020), o total de compras feitas por apps apresentaram um crescimento de 30% no Brasil, apenas durante o primeiro mês de isolamento social.

Além disso, a Federação Brasileira de Bancos, Febraban, também revelou uma expansão de 22% nas transações bancárias feitas por pessoa física via mobile, entre janeiro e abril. Segundo o relatório, as transações em agências bancárias, feitas presencialmente pelo cliente, caíram 53%.

Nesse período, o limite de pagamento por aproximação – NFC – foi ampliado. A tecnologia, além de oferecer mais conveniência e agilidade para consumidores e comércios, também se revelou uma importante alternativa mais segura para a saúde, uma vez que o pagamento é realizado sem contato físico com a máquina de cartão.

Auxílio Emergencial e nota de 200 reais

Outra mudança foi a chegada da nota de R$200, especialmente, acelerada pela demanda por dinheiro para o pagamento do Auxílio Emergencial. Os saques do auxílio, que já atenderam mais de 66,9 milhões de brasileiros, levaram ainda mais papel-moeda para as ruas, no pagamento de contas e compras de consumo.

Foto: Divulgação

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