Curso da ONU incentivou mulheres a assumir espaços de poder e decisão

Como elas podem ser a maioria votante, mas minoria eleita?

A prefeitura de Itabira (MG), em parceria com a ONU Mulheres Brasil e com o Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre a Mulher da Universidade Federal de Minas Gerais (NEPEM/UFMG), criaram um curso direcionado às pré-candidatas das eleições municipais e também para mulheres que desejam entrar na vida política.

Ana Claudia Pereira, gerente de Projetos de Normas Globais, Governança, Liderança e Participação Política da ONU Mulheres Brasil, explicou a iniciativa: “O curso contribui para que as mulheres tenham acesso a informações essenciais e possam se apresentar como candidatas competitivas e comprometidas com a promoção da igualdade, independentemente de sua filiação partidária”.

Programas como este são necessários para promover igualdade em todos os espaços, principalmente na política. A participação feminina nesta área é pouco expressiva: apenas 15% dos cargos eletivos da Câmara dos Deputados são ocupados por mulheres – é o que mostra o Mapa Mulheres na Política 2019, produzido pela ONU Mulheres e pela União Interparlamentar.

Mesmo que historicamente a presença feminina na política seja modesta, as que chegaram foram revolucionárias. Lutaram e conquistaram direitos humanos para todas.

É o caso da brasileira Leolinda Daltro, professora que promoveu atos a favor do voto feminino e fundou o Partido Republicano Feminino, em 1910. Ou Bertha Lutz, que, antes de se tornar deputada, fundou a Liga para Emancipação Intelectual da Mulher, em 1919.

As mulheres se emanciparam e agora estudam, buscam independência, podem tanto frequentar a sala de aula de uma faculdade de Direito, como ocupar uma cadeira na cúpula do poder judiciário, e até mesmo ser Presidenta da República.

“Eu sou notável!”

A gigante Google também tem um programa que incentiva mulheres a assumir espaços de poder. O workshop #IamRemarkable está disseminado pelo mundo. A iniciativa estimula mulheres a se verem como capazes e talentosas. 

Durante os 90 minutos do encontro, as facilitadoras mostram números alarmantes sobre o machismo no mercado de trabalho e como isso desencoraja e diminui a confiança feminina.

A discussão a partir disso abre novos horizontes, promovendo sororidade, empatia e ensinando o valor da autopromoção.

Foto:Divulgação

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