Comus aprova gestão da Saúde no terceiro quadrimestre de 2018

Na reunião mensal do Conselho Municipal de Saúde (Comus) realizada na Câmara, os conselheiros aprovaram o relatório de gestão do SUS referente ao terceiro quadrimestre de 2018 apresentado pela secretaria de Saúde. A vereadora Dulce Rita (PSDB), relatora da comissão de Saúde da Câmara, e o vereador Marcão da Academia (PTB) acompanharam a prestação de contas.

De setembro a dezembro, os procedimentos ambulatoriais totalizaram 3,9 milhões, 17% a mais do que no mesmo período do ano anterior. Eles englobam ações de prevenção; exames com finalidade diagnóstica (como os laboratoriais, por radiologia ou ultrassonografia); cirurgias (por exemplo, de pele e da visão); órteses e próteses, e ainda os procedimentos clínicos (consultas e tratamentos).

Em todo o ano de 2018, os procedimentos ambulatoriais somaram 11,5 milhões enquanto em 2017 o total foi de 10,2 milhões.

O principal fator de crescimento foi o aumento no número de diagnósticos, que saltou de 4,1 milhões em 2017 para 4,8 milhões de procedimentos no ano seguinte. Também cresceu o número de procedimentos clínicos; que em 2017 somaram 5,2 milhões e no ano passado 5,8 milhões.

As internações hospitalares se mantiveram no mesmo patamar, 30 mil em 2017 e 31 mil em 2018. O número de leitos variou de 621 em 2017 para 632 no ano seguinte. E os medicamentos dispensados aumentaram de 166 milhões para 180 milhões de um ano para o outro.

Crescimento de usuários SUS

Outro dado apresentado pela Secretaria de Saúde revelou o crescimento no número de usuários que utilizaram a cobertura exclusiva do SUS, entre os anos de 2010 e 2018, que subiu de 49% para 57% da população. O aumento de usuários no SUS foi atribuído à redução no número de beneficiários de planos de saúde, que caiu de 330 mil em 2010 para 298 mil em 2018.

Indicadores

Além da produção, também foram apresentados indicadores a partir de dados dos Sistemas Nacionais de Informação do Ministério da Saúde alimentados pelo município. Das 717 mil consultas médicas realizadas nos quatro últimos meses do ano passado, 27,8% foram do tipo básica, 17,1% especializadas e 55,1% de urgência. A proporção de faltas a consultas agendadas está em 29,5%.

A taxa de mortalidade considerada prematura (de 30 a 69 anos) por doenças cardiovasculares, câncer, diabetes e doenças respiratórias crônicas diminuiu de 284,5 por 100 mil habitantes em 2017 para 274,7 mil no ano passado. Por outro lado, a mortalidade infantil (no primeiro ano de vida) subiu de 9,45 para 10,17 por mil nascidos vivos, enquanto a mortalidade perinatal (óbitos fetais e até 7 dias após o nascimento) aumentou de 10,62 para 12,23 por mil nascidos vivos ou mortos.

A proporção de prematuridade (nascimentos com menos de 37 semanas de gestação) foi de 11% para 12,5% e de baixo peso ao nascer (abaixo de 2,5 kg) aumentou de 8,7% para 9,8%. Dos 9.337 recém-nascidos na cidade em 2018, 116 pesavam menos de 1kg, esse número foi de 75 em 2017.

A proporção de partos normais aumentou de 38,1% para 39,1%, incluindo SUS e rede privada. Das gestantes residentes na cidade, 81,1% passaram por pelo menos sete consultas pré-natais em 2018; em 2017 esse índice foi de 80,1%.

A prestação de contas quanto às ações realizadas a cada quatro meses e indicadores de saúde da população cumpre o que estabelece a lei complementar 141/12.

Conselheiros, representantes da secretaria de Saúde e vereadores na reunião do Comus de fevereiro na Câmara. (Foto: Elizete Ferreira/CMSJC)