Como reduzir os riscos da prática esportiva infantil na pandemia

Atividades desempenhadas, ambientes e circunstâncias individuais devem ser analisadas previamente

A pandemia de Covid-19 perdura há sete meses e, desde março, quando foi decretada, já afetou praticamente todas as áreas da vida dos cidadãos, incluindo as atividades físicas, que precisaram ser adaptadas ou pausadas durante a quarentena mais rígida. Neste cenário, crianças e adolescentes adeptos de esportes também precisaram parar por um período, e, com a flexibilização, podem retornar aos poucos.

Acontece que, mesmo com a reabertura, como não houve um queda na taxa de contágio antes da reabertura dos centros, é necessário aprender a conviver com o vírus e tentar minimizar ao máximo as chances de contaminação. Outro ponto apresentado por especialistas é que ignorar a prática de atividades físicas para o público de 6 a 18 anos não é o caminho neste período.

Os exercícios e esportes colaboram para o desenvolvimento físico e psicológico das crianças e adolescentes, além de possibilitar maior socialização com outras pessoas de idades próximas. Por conta disso, a Academia Americana de Pediatria (AAP) produziu um guia com recomendações, que vão desde o ambiente em que a prática é realizada ao condicionamento físico e à saúde da criança.

“A avaliação do risco versus o benefício da volta ao esporte deve ser orientada pelo esporte e seu ambiente, pela situação atual da doença e por circunstâncias individuais, incluindo condições de saúde que coloquem o atleta ou os familiares em risco de doença grave, caso sejam infectados pelo Sars-CoV-2”, pondera a AAP.

Análises de risco

Há estudos feitos por entidades de saúde, estados e municípios que apontam para a tendência de que crianças e adolescentes atuem como vetores do vírus – levando-o para os ambientes que frequentam, seja do treino para casa ou vice-versa – e assintomáticos. Assim, os pais devem verificar a existência de grupos de risco em casa ou na família que serão visitados pelo filho primeiramente e ponderar a respeito da volta dele ao convívio social.

Outros fatores como o esporte e o ambiente são importantes também. Uma criança que joga tênis estará menos exposta do que uma que pratica vôlei, já que a modalidade não exige contato físico e há a possibilidade de executá-lo em local aberto, diferentemente de um esporte de salão em equipe.

Neste cenário, atividades, mesmo em time, ao ar livre são mais recomendadas aos pequenos, como o futebol de campo, por exemplo. Para essas categorias, é importante que as pessoas fora das quatro linhas estejam o tempo inteiro de máscara. Aos jogadores, o material não é necessário.

“Treinadores, espectadores e voluntários devem usar máscaras de tecido para proteção facial. Todos devem usar máscaras na chegada e na saída dos estabelecimentos esportivos. Todos os atletas devem usar máscaras e manter distância física enquanto não estiverem jogando”, destaca a AAP.

As crianças e adolescentes também não devem compartilhar itens uns com os outros para reduzir os riscos. Sendo assim, é importante que cada um tenha seu uniforme, chuteira infantil e garrafa de água, entre outros utensílios próprios do esporte praticado. 

Foto: Divulgação

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