China entra para grupo de 20 economias mais inovadoras do mundo

A China tornou-se uma das 20 economias mais inovadoras do mundo, enquanto a Suíça manteve o primeiro lugar no ranking do Índice Global de Inovação (GII, na sigla em inglês), publicado anualmente por Universidade de Cornell, Instituto Europeu de Administração de Empresas (INSEAD) e Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI).

O Brasil ficou em 64º lugar no ranking deste ano, subindo cinco posições. O país tem força comparativa nos gastos com pesquisa e desenvolvimento, qualidade de publicações científicas e de universidades, com destaque para a Universidade de São Paulo (USP), a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Xangai, China. Foto: ONU-Habitat/Julius Mwelu

Xangai, China. Foto: ONU-Habitat/Julius Mwelu

A China tornou-se uma das 20 economias mais inovadoras do mundo, enquanto a Suíça manteve o primeiro lugar no ranking do Índice Global de Inovação (GII, na sigla em inglês), publicado anualmente por Universidade de Cornell, Instituto Europeu de Administração de Empresas (INSEAD) e Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI).

Os dez primeiros lugares ficaram com Holanda, Suécia, Reino Unido, Cingapura, Estados Unidos da América, Finlândia, Dinamarca, Alemanha e Irlanda.

Atualmente em sua 11ª edição, o índice é uma ferramenta quantitativa detalhada que ajuda os tomadores de decisão do mundo todo a entender melhor como estimular a atividade inovadora que impulsiona o desenvolvimento humano e econômico.

O índice classifica 126 economias com base em 80 indicadores, que vão de taxas de registro de propriedade intelectual à criação de aplicativos móveis, gastos com educação e publicações científicas e técnicas.

A China ficou em 17º lugar no ranking, o que representa um avanço para uma economia que passa por uma rápida transformação, guiada por políticas governamentais que priorizam o investimento intensivo em pesquisa e desenvolvimento.

Embora os Estados Unidos tenham voltado ao posto número seis da lista, o país permanece como uma potência inovadora que produziu muitas das principais empresas de alta tecnologia do mundo e outras inovações que mudaram o cotidiano das pessoas.

“A rápida ascensão da China reflete uma direção estratégica da alta liderança do país para o desenvolvimento da capacidade de inovação e a mudança da base estrutural da economia para indústrias mais intensivas em conhecimento que dependem da inovação para manter vantagem competitiva”, disse o diretor-geral da WIPO. Francis Gurry. “Isso anuncia a chegada da inovação multipolar”.

América Latina e Caribe

O Chile ocupa o 47º lugar no ranking deste ano, o primeiro lugar da região da América Latina e Caribe, com pontos fortes em qualidade regulatória, matrícula no ensino superior, acesso a crédito, empresas que oferecem treinamento formal, criação de novos negócios e entradas e saídas de investimentos estrangeiros diretos.

A Costa Rica ocupa o segundo lugar na região. O país se destaca nos gastos com educação, acesso ao crédito, produtividade por trabalhador, pagamento de propriedade intelectual e alta participação da exportação de serviços de informação, comunicação, impressão e outras mídias.

O México, terceiro na região, tem como pontos fortes a facilidade de obtenção de crédito, manufatura técnica, importações e exportações técnicas e exportações de bens criativos.

O Brasil, a maior economia da região, ficou em 64º lugar no ranking deste ano, subindo cinco posições. O país tem força comparativa nos gastos com pesquisa e desenvolvimento, importações e exportações de alta tecnologia, qualidade de publicações científicas e de universidades, com destaque para a Universidade de São Paulo (USP), a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

“O Índice de Inovação Global é importante para construir e aperfeiçoar as políticas de inovação do Brasil, uma vez que aponta nossas oportunidades de melhorias e também nossos pontos fortes”, disse Robson Andrade, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

“É também um instrumento vital para a definição de novas políticas. Com a nova revolução industrial, a inovação tem um novo peso para o desenvolvimento e a competitividade dos países, e o Brasil deveria seguir esse caminho”, disse.

“As pequenas empresas são uma força econômica e social fundamental para o desenvolvimento de nosso país, e inovar é estratégico na busca de maior competitividade na economia brasileira”, afirmou Heloísa Menezes, diretora técnica no exercício da presidência do Sebrae. A CNI e o Sebrae também são parceiros do GII.

ONU

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