CÃES E GATOS DIVIDEM ESPAÇO DO LAR COM ANIMAIS SILVESTRES

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O sócio e médico veterinário, Carlos Moraes com uma coruja da espécie Suindara
O sócio e médico veterinário, Carlos Moraes com uma coruja da espécie Suindara

Em 2016, mais de quatro mil animais silvestres não regulamentados foram apreendidos pela Polícia Ambiental no Vale do Paraíba

Nem só de gato ou cachorro vivem os apaixonados por animais de estimação. Apesar de mais populares, felinos e caninos não são os únicos a conquistar um lugar nos lares brasileiros. No Brasil, o animal de estimação preferido sempre foi o cão. Mas, aos poucos, o gosto está mudando.

Os animais silvestres são uma saída para amantes de pets que querem outras opções além dos domésticos cães e gatos. No entanto, é necessário ter cuidado e conscientização na hora que adquirir um. Pela legislação, silvestres são animais da fauna brasileira que só podem ser comercializados por pessoas autorizadas. Quem adquire, também precisa de uma licença do Ibama para criar o bicho.

Nos dias 7 a 9 de abril, o Hospital Anima, primeiro hospital veterinário de São José dos Campos, promove um curso para profissionais que querem aprimorar seus conhecimentos na área da medicina de animais silvestres. Com temas voltados para mamíferos, aves e répteis, as aulas serão ministradas pelo médico veterinário e especialista em animais silvestres, Carlos Moraes.

O Dr. Carlos Moraes lista os principais cuidados que os futuros compradores devem ter. “Cada espécie requer um tipo de cuidado. O ideal é sempre pesquisar informações sobre o animal antes de adquiri-los e além de avaliar se realmente terá condições de fornecer a adequada qualidade de vida para esse animal”.

Carlos ainda lembra que os erros mais comuns dos tutores de animais silvestres são relacionados ao manejo. “Má alimentação: macaco não come apenas banana e jabuti não come apenas alface ou papagaio, girassol. Existe uma dieta que eles precisam seguir para mantê-los saudáveis e ativos”.

Um terceiro passo é elaborar uma planilha de custos de manutenção do animal. “Em geral, quem compra não pensa nos gastos que terá com os animais, então, é preciso avaliar se a pessoa terá condições de mantê-lo, de levá-lo a um veterinário”, adverte Carlos.

Crime
De acordo com o comando da Polícia Ambiental do Vale do Paraíba, cerca de 4 mil animais silvestres foram apreendidos na região no último ano.

Legislação
No site do Ibama, há uma classificação dos tipos de animais que podem ou não ser comercializados. O que poucos sabem é que criar esses animais sem comprovação de origem é crime, previsto na lei 9605/08, que pode punir com multas que variam de R$500 a R$5 mil e detenção de seis meses a um ano – ou mais, caso o animal venha a falecer.

Mercado
O mercado de animais silvestres e exóticos cresceu na esteira do mercado convencional, que faturou R$ 15,2 bilhões em 2013, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet). A Associação Brasileira de Criadores e Comerciantes de Animais Silvestres e Exóticos (Abrase) estima que apenas com a venda de animais registrados, o setor tenha faturado mais de R$ 1,3 bilhão. Os números, entretanto, escondem o fato de que o segmento sofre com problemas de regulamentação por parte do Ibama.

 

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