Brasileiro vence maior prêmio científico da Organização Meteorológica Mundial

O engenheiro e meteorologista brasileiro Antonio Divino Moura venceu o principal prêmio científico da Organização Meteorológica Mundial (OMM), informou nesta sexta-feira (6) a ONU News.

Criado em 1955, o prêmio escolhe o vencedor com base em trabalhos nos campos da meteorologia, hidrologia, climatologia e áreas relacionadas.

Meteorologista brasileiro Antonio Divino Moura é coordenador-geral do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos do INPE. Foto: EBC/José Cruz

Meteorologista brasileiro Antonio Divino Moura é coordenador-geral do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos do INPE. Foto: EBC/José Cruz

O engenheiro e meteorologista brasileiro Antonio Divino Moura venceu o principal prêmio científico da Organização Meteorológica Mundial (OMM), informou nesta sexta-feira (6) a ONU News.

Criado em 1955, o prêmio escolhe o vencedor com base em trabalhos nos campos da meteorologia, hidrologia, climatologia e áreas relacionadas.

O meteorologista é o coordenador-geral do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais do Brasil (INPE).

Falando à ONU News, do Brasil, Antonio Divino Moura diz que o reconhecimento pode abrir oportunidades para pesquisas futuras.

“Este prêmio é importante, porque reconhece pela primeira vez num brasileiro esta capacidade deste trabalho feito ao longo do tempo, na formação de recursos humanos, na pesquisa científica, nas aplicações, por exemplo, em prever o fenômeno El Niño e a seca no Nordeste do Brasil”, disse.

Divino Moura receberá o prêmio durante o Congresso da OMM em 2019. Na cerimônia, ele também dará uma palestra científica.

O engenheiro é especialista em climatologia, com foco em previsão de tempo, fenômenos como o El Niño e a interação oceano-atmosfera.

Foi diretor do Instituto Nacional de Meteorologia, representou o Brasil na OMM e também foi o primeiro-vice-presidente da agência entre 2011 e 2016.

Formado em engenharia elétrica em 1969 pela Universidade Federal de Minas Gerais, o cientista tem doutorado em Meteorologia pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, e pós-doutorado no Centro de Voos Espaciais Goddard, da NASA, com estudos observacionais, teóricos e de modelagem das secas no Nordeste do Brasil.

ONU

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