Biblioteca Macedo Soares, em Jacareí (SP), ganha mural de azulejos do artista Guataçara Monteiro baseado na lenda da Cobra Grande

A Biblioteca Municipal Macedo Soares, em Jacareí, ganhará uma atração especial em breve: o artista plástico Guataçara Monteiro está finalizando o mural de azulejos que remete à lenda da Cobra Grande, em projeto apoiado pela Suzano por meio da LIC (Lei de Incentivo à Cultura) de Jacareí.

A obra será inaugurada no dia 26 de novembro e chama a atenção pelo tamanho. São 10 m² (2 x 5m) e 250 azulejos (com 20 x 20 cm cada), nos quais aparecem referências a riquezas do patrimônio cultural material e imaterial do município que ajudam a ilustrar a lenda da cobra gigantesca que diziam viver nas águas do Rio Paraíba.

“O público de Jacareí vai se reconhecer muito no mural, com os símbolos relacionados à história e cultura local. Não vou falar todos, mas posso dizer que o MAV (Museu de Antropologia do Vale do Paraíba), a igreja, o bolinho caipira e o café, que fez parte da história da região, estão representados. O restante, será surpresa”, afirma Guataçara.

O artista utilizou pigmento mineral e óleo para pintar os azulejos. A fixação do pigmento se dá a partir da queima em alta temperatura – são três no total –, para conseguir atingir o nível de detalhamento característico das obras do artista.

 “Meu pai, que era contador de histórias, tinha como principal tema, lá na Amazônia, as serpentes gigantes. Essas lendas me seguem há bastante tempo, e gosto de pesquisá-las. A escolha da biblioteca é por ser um lugar de multiplicação da cultura. A obra ficará em uma sala bem especial, de leitura, num local de passagem para as crianças que participam do projeto de contação de histórias”, conta.

Radicado no Vale do Paraíba há 16 anos, ele celebrou o fato de poder homenagear a cidade que o acolheu. “Estou muito feliz em colaborar um pouquinho com a formação cultural do cidadão jacareiense. Morei aqui por sete anos, após ganhar uma bolsa de estudos e vir do Pará. Tenho um carinho e respeito enorme por essa cidade, que promoveu em mim profundas transformações. Ter uma obra minha fixada por dezenas e, quiçá, centenas de anos, é um grande privilégio”, diz Guataçara, que no ano passado também contou com apoio da Suzano no projeto “Trilhas de um Sonhador”, com exposição e lançamento de livro sobre suas obras.

 “O mural de azulejos é uma grande homenagem à cultura e ao povo de Jacareí, reunindo símbolos e valorizando a memória da cidade, com destaque par a arquitetura, arte e gastronomia locais. Nada melhor do que ficar instalada na biblioteca, um ponto tradicional de difusão de saberes e tradições”, afirma o consultor de Desenvolvimento Sustentável da Suzano, Adriano Martins.

Lenda da Cobra Grande

A Lenda

Antigamente, diziam que uma enorme serpente vivia no fundo das águas do rio Paraíba. Ela era tão grande que viam sua cabeça em Jacareí e seu corpo só terminava em Guararema. O apetite dela era compatível com seu tamanho: todos os dias sumia um pescador ou animais criados nas redondezas. Nem as árvores eram poupadas.

Assustada, a população de Jacareí temia que a Cobra Grande engolisse a Igreja Matriz, dedicada à padroeira da cidade, Nossa Senhora da Conceição, e resolveu organizar uma procissão para acalmar a fera. Durante o evento, um devoto lançou uma imagem da padroeira nas águas do rio. Após o ato de fé, a Cobra Grande desapareceu, talvez pelo canto da santa, que a hipnotizou e expulsou rio abaixo. Há ainda quem acredite que a víbora fugiu para o leito do rio, mas pode acordar a qualquer momento.

Quanto à imagem milagrosa, dizem ter sido encontrada tempos depois no Paraíba por pescadores de Guaratinguetá, que foram abençoados com peixes em abundância. Ela seria a da Padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida.

Suzano e LIC

A Suzano é incentivadora de projetos culturais por meio da LIC desde 2005, tendo beneficiado 52 iniciativas em parceria com a Fundação Cultural de Jacarehy. Neste ano, além do mural de azulejos, são mais quatro projetos.

O “Coro Jovem de Jacarehy – Do Clássico ao Pop” é uma continuação da iniciativa desenvolvida em 2018 – também beneficiada pela LIC –, com aulas e ensaios para jovens entre 15 e 30 anos. No final do ano, o grupo fará um ciclo de apresentações na cidade, todas com entrada franca.

A literatura é o foco de dois projetos: “Contos Premiados” – com a publicação do livro “Testamento”, do autor Waldir Capucci, uma reunião de 17 contos premiados no Brasil e Portugal – e “Instantes Poéticos”, que une literatura e teatro para criação de intervenções cênicas, com 10 apresentações gratuitas.

A outra proposta escolhida, “Ponto Verde no Mapa”, inova com a realização de uma imersão artística no Viveiro Municipal, com intercâmbio de artistas visuais locais para produção de um mapa ilustrado, uma prancha infográfica e coleções gráficas para a difusão em intervenções urbanas.

Suzano

Suzano, empresa resultante da fusão entre a Suzano Papel e Celulose e a Fibria, tem o compromisso de ser referência global no uso sustentável de recursos naturais. Líder mundial na fabricação de celulose de eucalipto e uma das maiores fabricantes de papéis da América Latina, a companhia exporta para mais de 80 países e, a partir de seus produtos, está presente na vida de mais de 2 bilhões de pessoas. Com operações de dez fábricas, além da joint operation Veracel, possui capacidade instalada de 11 milhões de toneladas de celulose de mercado e 1,4 milhão de toneladas de papéis por ano. A Suzano tem aproximadamente 37 mil colaboradores diretos e indiretos e investe há mais de 90 anos em soluções inovadoras a partir do plantio de eucalipto, as quais permitam a substituição de matérias-primas de origem fóssil por fontes de origem renovável. A companhia possui os mais elevados níveis de Governança Corporativa da B3, no Brasil, e da New York Stock Exchange (NYSE), nos Estados Unidos, mercados onde suas ações são negociadas.