Associação Comercial celebra 9 de Julho com entrega do Colar Carlos de Souza Nazareth na Câmara Municipal

A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) premiou, na última terça-feira (3/7), o maestro João Carlos Martins, a Estância Climática de Cunha, a Fundação Cásper Líbero e o embaixador Rubens Ricupero com o Colar Carlos de Souza Nazareth em evento realizado no Salão Nobre da Câmara Municipal de São Paulo.

Simbolizando a luta pela liberdade e pela construção de um futuro justo, o colar carrega o nome de Carlos de Souza Nazareth, presidente da ACSP durante a eclosão da Revolução Constitucionalista de 1932, a qual marcou os esforços paulistas em busca de uma nova Constituição e da democracia.

“É uma honra ser indicado pelo Alencar Burti (presidente da ACSP), que é uma pessoa pela qual eu tenho profunda admiração, ao Colar Carlos de Souza Nazareth, que é de uma representação enorme pra São Paulo e para o Brasil.  E assim sendo, sinto-me profundamente orgulhoso de fazer parte desse grupo de grandes pessoas homenageadas que nosso estado e o nosso País produzem”, disse Martins durante a cerimônia.

João Bico de Souza, vice-presidente da ACSP, destacou que o Colar é um importante símbolo de homenagem à Revolução Constitucionalista de 1932. “Foi uma luta pelo livre empreendedorismo em busca da democracia e de uma nova constituição, que o nosso país precisava e precisa tanto. A ACSP com seus 123 anos mantém a tradição de homenagear pessoas que se destacam e que realmente fazem do nosso país um lugar melhor”.

Realizado pelo Conselho Cívico e Cultural da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) desde 2002, a entrega do Colar celebra o aniversário do Movimento Constitucionalista de 1932 por meio de homenagens a pessoas e instituições que, por seus relevantes serviços prestados à sociedade, tornaram-se dignas de público e reconhecimento.

Lilian Rodrigues Alves, gerente jurídica da Fundação Cásper Líbero, lembrou as semelhanças nas trajetórias de vida de Nazareth e Líbero. “É uma honra para a Fundação receber essa homenagem. Assim como o jovem Carlos de Souza, Cásper Líbero também foi um visionário, desejando muito contribuir para o desenvolvimento e crescimento de São Paulo e do Brasil”, disse.

“Em nome da população de Cunha, na qual estou representando como prefeito, quero agradecer essa honraria e dizer que sentimos muito orgulho de sermos a muralha da paz”, disse Rolien Guarda Garcia, prefeito da Estância Climática de Cunha, lembrando que a cidade foi um ponto de resistência durante a Revolução Constitucionalista.

O embaixador Rubens Ricupero estava fora do País, mas mandou uma mensagem de agradecimento ao presidente da ACSP, na qual lamentou a impossibilidade de estar presente na cerimônia, mas destacando o valor da premiação.

“Deixo registrada minha profunda gratidão pela decisão da Associação Comercial de São Paulo. Como admirador do papel central que a Associação desempenha na história, na vida econômica e cívica de nossa cidade, sinto-me especialmente honrado pela elevada distinção que me foi destinada”, relatou o embaixador.

“As pessoas ou instituições que tiveram no passado uma participação na Revolução de 32 e pessoas que hoje defendem a causa e perpetuam esse nosso evento. Quero dizer a todos que a ACSP sempre cultuou não só seus interesses comerciais e mercantis, mas também seus interesses cívicos. Precisamos manter viva a nossa história”, concluiu Francisco Gianoccaro, membro do Conselho Cívico e Cultural da ACSP.

ACSP na Revolução

Em 1932, sob a presidência de Carlos de Souza Nazareth, a ACSP participou das tentativas de diálogo com o governo ao lado de outras lideranças, reivindicando respeito a SP e à autonomia do estado ― o que vinha sendo negado pelo então presidente Getúlio Vargas, que revogou a Constituição e centralizou a administração política e econômica do país. Quando ficou evidente que não havia possibilidade de acordo com Getúlio, a Associação, acompanhando o sentimento geral da população paulista, engajou-se na campanha pela defesa de uma Constituinte imediata, que culminou na deflagração da Revolução. A entidade assumiu funções de suporte ao movimento: cuidou das finanças, da intendência e do abastecimento; colaborou para o alistamento; ajudou na captação e distribuição de donativos. Fez também a campanha “Ouro para o bem de SP”, cujos recursos remanescentes foram doados à Santa Casa de Misericórdia. Vencido no campo militar, devido à superioridade de recursos do governo federal, o Estado de SP foi vitorioso no plano moral por lutar pelo Estado e pelo Brasil. Por ter assumido a responsabilidade pela participação das classes empresariais paulistas na Revolução, Carlos de Souza Nazareth foi preso e exilado. Mas viu seus ideais vencerem, quando em 1934 foi convocada a Constituinte, pela qual ele tanto lutara.
Sobre a ACSP: A Associação Comercial de São Paulo (ACSP), em seus 123 anos de história, é considerada a voz do empreendedor paulistano. A instituição atua diretamente na defesa da livre iniciativa e, ao longo de sua trajetória, esteve sempre ao lado da pequena e média empresa e dos profissionais liberais, contribuindo para o desenvolvimento do comércio, da indústria e da prestação de serviços. Além do seu prédio central, a ACSP dispõe de 15 Sedes Distritais, que mantêm os associados informados sobre assuntos do seu interesse, promovem palestras e buscam soluções para os problemas de cada região.

Foto:Rodolfo Moreira/Arquivo
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