Artistas imigrantes inauguram obras no Museu da Imigração

Com o objetivo de estimular a produção cultural de migrantes internacionais, o Museu da Imigração – instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa –, lançou a primeira edição do Programa de Residência Artística. Com a temática “Acolhida”, a iniciativa, que recebeu mais de 50 inscrições de migrantes e refugiados, buscou dar luz às memórias e às experiências vividas por essas pessoas no momento da sua chegada ao país de destino. Na edição de 2019, Emilia Estrada, argentina, e Nicolás Linares, colombiano, foram os artistas selecionados para essa experiência e terão suas obras inauguradas no dia 31 de agosto, às 11h.

Utilizando a arte como uma expressão privilegiada para problematizar e tornar sensíveis conceitos importantes para o entendimento das migrações, como identidade, experiência, representação e direitos humanos, o novo programa do MI pretende aproximar o público dos sentimentos e das expectativas daqueles que vivenciam um processo migratório em busca de novas oportunidades. A ação selecionou dois artistas para participarem de uma imersão nas atividades e rotinas do Museu da Imigração, com o objetivo de desenvolver um projeto de artes visuais. A produção foi realizada em ateliê aberto, montado nas dependências do MI, para que os visitantes pudessem acompanhar o processo de criação. Como resultado dessa vivência, as instalações artísticas ficarão em cartaz no Museu da Imigração até o dia 1º de dezembro.

Na obra “Cúmulo”, Emilia Estrada problematiza os próprios processos do Museu, em uma investigação que indaga as coleções e o sistema de ações museológicas. A presença da artista e as “perturbações” causadas ao silêncio e solidão das reservas técnicas, à manipulação cuidadosa e nem sempre possível e às fichas catalográficas revistas, inseridas no contexto poético da obra, nos levam a ponderar sobre os processos de construção de memórias individuais e coletivas e, porque não, de novos mitos.

Já Nicolás Llano Linares, em sua trajetória artística, investiga estruturas de linguagem e, no Museu, escolheu tencionar gestos imprevisíveis e arquiteturas possíveis, em busca de relações entre migração e acolhida. A instalação “Chegar é nunca chegar” se concretiza nas presenças, passagens, possibilidades, trajetos, experimentações e apagamentos, que ampliam uma visão dualista entre bem e mal e indicam a potencialidade de novos parâmetros para lidar com a questão do outro.

Inauguração das obras | Programa de Residência Artística 2019

Dados: 31 de agosto (sábado)

Hora: 11h

Entrada: Gratuita (inauguração)

Local: Museu da Imigração

Museu da Imigração

Rua Visconde de Parnaíba, 1.316 – Mooca – São Paulo/SP

Tel .: (11) 2692-1866

Funcionamento: de terça a sábado, das 9h às 17h; e aos domingos, das 10h às 17h

R$10 e meia-entrada para estudantes e pessoas acima de 60 anos | Grátis aos sábados

Acessibilidade no local – Bicicletário na calçada da instituição

www.museudaimigracao.org.br