Américas adotam plano para eliminar gordura trans da produção industrial de alimentos

Um novo plano para reduzir as doenças cardiovasculares, por meio da eliminação de ácidos graxos trans da produção industrial de alimentos até 2025, foi acordado na quinta-feira (3) pelos países das Américas durante o 57º Conselho Diretivo da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). Atualmente, as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no continente.

As evidências mostram que dietas ricas em gorduras trans aumentam o risco de doenças cardiovasculares em 21% e o risco de morte em 28%.

Os países que restringiram ou eliminaram as gorduras trans desde o acordo são Argentina (2010), Canadá (2017), Chile (2009), Colômbia (2012), Equador (2013), Estados Unidos (2015), Peru (2016) e Uruguai (2017). Atualmente, a Bolívia está desenvolvendo regulamentos sobre gorduras trans e Brasil e Paraguai estão em estágio avançado de processo semelhante.

A eliminação das gorduras trans é fundamental para proteger a saúde e salvar vidas. Foto: ONU/Domínio Público

A eliminação das gorduras trans é fundamental para proteger a saúde e salvar vidas. Foto: ONU/Domínio Público

Um novo plano para reduzir as doenças cardiovasculares, por meio da eliminação de ácidos graxos trans da produção industrial de alimentos até 2025, foi acordado na quinta-feira (3) pelos países das Américas durante o 57º Conselho Diretivo da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). Atualmente, as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no continente.

O Plano de Ação para Eliminar Ácidos Graxos Trans da Produção Industrial 2020-2025 promove ações regulatórias para eliminar um dos principais contribuintes para cerca de 160.000 mortes nas Américas a cada ano. As evidências mostram que dietas ricas em gorduras trans aumentam o risco de doenças cardiovasculares em 21% e o risco de morte em 28%.

“As gorduras trans são substâncias nocivas que causam danos à saúde das pessoas”, disse a diretora da OPAS, Carissa F. Etienne. Para eliminá-las, “medidas voluntárias não são suficientes. Medidas regulatórias devem ser aplicadas para proteger todas as populações”, acrescentou.

Em 2008, autoridades de saúde pública e representantes da indústria de alimentos e óleo de cozinha assinaram a Declaração de Américas Livres de Gorduras Trans: Declaração do Rio de Janeiro, promovida pela OPAS, na qual expressaram o compromisso de eliminar os ácidos graxos trans de origem industrial. Apesar do acordo, no entanto, as gorduras trans ainda são usadas em pelo menos 27 dos 35 Estados-membros da Organização.

Os países que restringiram ou eliminaram as gorduras trans desde o acordo são Argentina (2010), Canadá (2017), Chile (2009), Colômbia (2012), Equador (2013), Estados Unidos (2015), Peru (2016) e Uruguai (2017). Atualmente, a Bolívia está desenvolvendo regulamentos sobre gorduras trans e Brasil e Paraguai estão em estágio avançado de processo semelhante.

Três opções regulatórias

O plano regional da OPAS propõe três opções para eliminar os ácidos graxos trans da produção industrial de alimentos: 1) proibição do uso de óleos parcialmente hidrogenados; 2) um limite obrigatório de 2% (ou não mais de 2 gramas por 100 gramas de gordura total) para ácidos graxos trans produzidos industrialmente como proporção do teor total de gordura em todos os produtos alimentícios; ou 3) uma combinação dessas duas medidas.

“Em um contexto em que as vendas de produtos processados e ultraprocessados, que são as principais fontes de gorduras trans, aumentam 3,1% a cada ano nas Américas, esse plano de ação é oportuno e urgente”, disse o diretor de Doenças Crônicas Não Transmissíveis e Saúde Mental da OPAS, Anselm Hennis.

O plano também destaca a necessidade de adotar políticas de rotulagem de alimentos, bem como estratégias para aumentar a conscientização sobre os efeitos nocivos dos ácidos graxos trans e os benefícios à saúde de eliminá-los da produção industrial.

ONU