Agência da ONU detalha seis dados sobre refúgio no mundo

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) monitora dados sobre o refúgio no mundo para que organizações e governos possam agir em suas respostas de emergência.

“O que estamos vendo nesses números é mais uma confirmação de uma tendência crescente de longo prazo no número de pessoas que precisam de segurança contra a guerra, o conflito e a perseguição”, disse o alto-comissário da ONU para refugiados, Filippo Grandi.

Quase 70,8 milhões de indivíduos foram deslocados à força em todo o mundo como resultado de perseguição, conflito, violência ou violações de direitos humanos em 2018. Leia outras informações relevantes sobre essa população.

1. Um recorde que não deveria ser quebrado

A avó rohingya Rahima Khatun (centro), de 55 anos, em abrigo no campo de Kutupalong, Bangladesh, com seus cinco filhos e sete netos. Rahima tornou-se refugiada pela primeira vez em 1978, aos 14 anos, e novamente em 1992. Foto: ACNUR/Andrew McConnell

A avó rohingya Rahima Khatun (centro), de 55 anos, em abrigo no campo de Kutupalong, Bangladesh, com seus cinco filhos e sete netos. Rahima tornou-se refugiada pela primeira vez em 1978, aos 14 anos, e novamente em 1992. Foto: ACNUR/Andrew McConnell

Quase 70,8 milhões de indivíduos foram deslocados à força em todo o mundo como resultado de perseguição, conflito, violência ou violações de direitos humanos em 2018.

2. Em 2018, 13,6 milhões de pessoas foram forçadas a deixar suas casas

Uma mãe segura seu bebê para atravessar o rio e a fronteira com a Colômbia. Foto: ACNUR/Vincent Tremeau

Uma mãe segura seu bebê para atravessar o rio e a fronteira com a Colômbia. Foto: ACNUR/Vincent Tremeau

Isso significa que a cada minuto 25 pessoas foram forçadas a fugir e que, todo dia, 37 mil pessoas foram forçadas a deixar suas casas no ano passado.

3. Nunca houve tantas pessoas refugiadas no mundo

Rachel Ahgah, refugiada camaronesa de 27 anos, na entrada de seu abrigo temporário, no campo de refugiados Agadom, em Ogoja, na Nigéria. Foto: ACNUR/Will Swanson

Rachel Ahgah, refugiada camaronesa de 27 anos, na entrada de seu abrigo temporário, no campo de refugiados Agadom, em Ogoja, na Nigéria. Foto: ACNUR/Will Swanson

A população de refugiados sob o mandato do ACNUR é de 20,4 milhões. O número quase dobrou desde 2012, quando 10,5 milhões de pessoas eram refugiadas.

4. Metade dos refugiados no mundo são crianças

Uma criança da Costa do Marfim posa para foto enquanto seus pais recebem informações no Centro de Trânsito de Repatriação Voluntária do ACNUR na Costa do Marfim. Foto: ACNUR/David Azia

Uma criança da Costa do Marfim posa para foto enquanto seus pais recebem informações no Centro de Trânsito de Repatriação Voluntária do ACNUR na Costa do Marfim. Foto: ACNUR/David Azia

Elas são as mais vulneráveis e enfrentam os maiores riscos e, muitas vezes, estão desacompanhadas. 111 mil crianças refugiadas estavam vivendo sozinhas, sem pais ou familiares, em 2018.

5. As pessoas querem voltar para suas casas

Noura, uma mãe síria deslocada pelo conflito, retornou para sua casa, que estava parcialmente danificada, em Homs. Foto: ACNUR/Vivian Toumeh

Noura, uma mãe síria deslocada pelo conflito, retornou para sua casa, que estava parcialmente danificada, em Homs. Foto: ACNUR/Vivian Toumeh

Durante 2018, 2,9 milhões de pessoas deslocadas retornaram às suas áreas ou países de origem, incluindo 2,3 milhões de deslocados internos e quase 600 mil refugiados.

6. Mais de dois terços de todos refugiados no mundo vêm de apenas cinco países

A refugiada síria Rama com suas filhas Lamar e Celin em sua casa em São Paulo. Foto: ACNUR/Érico Hiller

A refugiada síria Rama com suas filhas Lamar e Celin em sua casa em São Paulo. Foto: ACNUR/Érico Hiller

  • Síria
  • Afeganistão
  • Sudão do Sul
  • Mianmar
  • Somália

O ACNUR trabalha em 130 países para proteger, assegurar direitos e construir futuros melhores para os refugiados e deslocados. A agência está com eles em todos os passos da jornada, até que seja seguro voltar para casa.

Seja um doador do ACNUR e ajude famílias refugiadas a reconstruírem suas vidas!

ONU