Acordo entre trabalhadores químicos e Johnson injetará R$ 29 milhões na economia da região

O Sindicato dos Químicos de São José dos Campos e região e os trabalhadores da categoria conquistaram um acordo de R$ 29 milhões com a Johnson & Johnson referente a um processo conhecido como “catraca”.O processo requer o pagamento de horas extras referente aos minutos que antecedem e sucedem a jornada de trabalho dos empregados, tendo em vista os horários realizados pelos ônibus fretados. O processo trabalhista que originou o acordo é de 2017 e está em primeira instância na Justiça do Trabalho.

            A negociação foi aprovada pelos trabalhadores em assembleias na porta da empresa e no Sindicato, em janeiro. O valor bruto do acordo é de R$ 29.401.559,41 (vinte e nove milhões, quatrocentos e um mil, quinhentos e cinquenta e nove reais e quarenta e um centavos).

            Segundo o dirigente sindical Wellington Luiz Cabral, “o acordo envolve todos os trabalhadores da ativa que aderirem ao acordo individualmente e que tenham realizado horas extras no período de junho de 2015 a fevereiro de 2020. Também poderão receber os trabalhadores que utilizavam o transporte fretado em dezembro de 2020”.

A empresa está comunicando individualmente o valor a que cada trabalhador tem direito no acordo. É importante esclarecer que a decisão de aceitar ou não o acordo é individual, independentemente da decisão da maioria dos trabalhadores nas assembleias ter sido pela aceitação do acordo.

O valor mínimo a que cada trabalhador tem direito parte de R$ 5 mil para os empregados com mais de cinco anos de tempo de serviço em 30/11/2020. Há faixas de pagamento estabelecidas seguindo critérios de tempo de serviço.

O acordo também estabelece o pagamento das diferenças de cálculos decorrentes de integração dos adicionais de insalubridade, periculosidade e hora noturna nas horas extras do período de 01/06/2015 a 30/09/2019.

Sindicato dos Químicos de São José dos Campos e região

O dirigente do Sindicato dos Químicos explica que “é preciso assinar um termo de adesão ao acordo”. Os representantes do Sindicato estão coletando assinaturas na Johnson dos trabalhadores (as) na ativa. Já os trabalhadores e trabalhadoras demitidos ou aposentados no último período precisam ir ao Sindicato.

“Contamos com o apoio da imprensa para chegar até a todos os trabalhadores e trabalhadoras químicos que têm valores a receber porque muitos se aposentaram e mudaram de cidade”.

A previsão é que os valores sejam pagos diretamente pela Johnson até o fim de abril.

Foto:Divulgação
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