Ação “Gás a preço justo” denuncia: privatização da Petrobrás pesa no bolso do trabalhador

A ação “Gás a preço justo”, realizada pelos Sindicato dos Petroleiros de São José dos Campos e Região, nesta quinta-feira (13), denunciou à população os efeitos negativos da privatização da Petrobrás e da política de preços praticada pelo governo. Em pouco mais de uma hora, foram vendidos 200 botijões de gás a R$ 40 cada.

A mobilização faz parte da greve nacional petroleira e aconteceu simultaneamente em outras cidades, como Santos (SP), São Matheus (ES), Rio de Janeiro (RS) e Duque de Caixas (RJ). Em Salvador (BA), o produto escolhido pelos petroleiros para denunciar a política de preços do governo foi a gasolina, vendida a R$ 3,50.  

Durante a atividade, os petroleiros da Revap conversaram com a população e distribuíram panfletos que explicam que o governo calcula o preço dos combustíveis com base na cotação internacional do barril de petróleo, que é calculada em dólar. Na prática, isso quer dizer que o preço da gasolina, do diesel e do gás de cozinha é calculado em dólar.

“É esta política que torna o produto cada vez mais caro e não os impostos, como afirma o governo Bolsonaro”, disse o presidente do Sindicato, Rafael Prado.

Privatização


O governo adota esta política para atender aos interesses das empresas importadoras de combustíveis e para preparar o mercado consumidor para a privatização da Petrobrás.

“Não interessa às empresas que pretendem comprar a estatal que o preço dos combustíveis seja baixo ou controlado pelo governo. Por isso Bolsonaro deixa as empresas livres para praticarem preços abusivos e, por outro lado, mente dizendo que o problema é o ICMS. Uma grande balela para enganar o povo”, afirma Rafael.

“Com a ação, buscamos dialogar com a população sobre a importância de defender a Petrobrás pública e à serviço do desenvolvimento do país”, disse a diretora do Sindicato Silvia Carvalho.

Gás a preço justo

Gás a preço justo- Foto:Roosevelt Cassio