A indústria 4.0, a educação e o futuro do trabalho

Internet das coisas, inteligência artificial, big data – todas essas mudanças recebem um nome: a 4º revolução industrial ou Indústria 4.0. Como toda grande mudança fica a dúvida: será que eu vou perder meu emprego? Vou ser substituída por um robô? E meus filhos, que carreiras poderão seguir?
Pode parecer futuro, mas as mudanças já estão acontecendo. Todos os anos morrem ‘velhas’ profissões e surgem novas: Arquiteto da informação, designer de aplicativos…tudo isso já existe. A forma de procurar emprego também mudou e já existem algoritmos que ajudam as pessoas a evitarem o desemprego. É a tecnologia a favor do trabalho.
Dados: A ideia é mostrar como essa transformação está impactando no mercado de trabalho. De acordo com a consultoria americana IDC, existem cerca de 250 mil postos de trabalho para profissionais de tecnologia no Brasil, um setor que movimentou US$ 38 bilhões só em 2017. Segundo o Fórum Econômico Mundial de 2016, o mundo perderá milhões de empregos nos próximos três anos, principalmente aqueles que estão relacionados a funções administrativas e industriais. Em uma estimativa feita pela consultoria McKinsey, só no Brasil serão 15,7 milhões de trabalhadores afetados pela automação até 2030.
Especialista: Como se preparar para esse novo mercado de trabalho e para essas novas funções? Para o debate indico o consultor Roberto Mosquera, ele, inclusive, já escreveu um artigo onde aborda esse tema e que pode servir de guia para uma possível pauta (abaixo). No artigo, ele apresenta como a quarta revolução industrial, assim como as demais revoluções, altera o mercado de trabalho. Algumas profissões podem sim desaparecer, mas outras nascem, inclusive existem estudos que indicam que 65% das crianças no ensino fundamental hoje, terão empregos que ainda não existem.
Personagem 01: recrutamento
Para complementar a pauta sugiro mostrarmos dois pontos importante dessa mudança: a primeira é como o próprio recrutamento já está sendo feito de maneira digital (podemos entender quais as maiores diferenças entre o recrutamento tradicional e o novo modelo que vem ganhando mercado) e falar de novas profissões, como arquiteto da informação e design de aplicativos.
Como personagens, indico a Reachr, empresa de Recrutamento Digital para falar sobre o impacto da tecnologia na área de recrutamento e seleção. Hoje já existem empresas que fazem seleção de ponta a ponta digitalmente. Para quem procura uma vaga emprego essa mudança é significativa, pois a forma de buscar um novo trabalho está sendo alterada de forma considerável. Interessante citar que algumas dessas empresas, como a Reachr, disponibilizam para o candidato uma ferramenta que mostra o índice de empregabilidade que, de forma objetiva e rápida, possibilita entender quais as chances do profissional ser promovido, de não ser desligado ou ainda de obter uma nova colocação no mercado. Ele é um sistema, que usa algorítimos para mostrar como o profissional está em relação ao seu mercado de atuação. Saber e acompanhar esse índice em tempos de mudança pode ser essencial para se manter no mercado.
Personagem 02: novas profissões
Sugiro ainda uma segunda fonte que é um cliente da Reachr: A Kanamobi, uma empresa de tecnologia e consultoria, que promove transformação digital em seus clientes. A empresa, além de já adotar o recrutamento digital, tem vagas de trabalho ainda pouco conhecidas: Arquiteto da Informação, design de aplicativos e outras profissões com nomes inusitados, mas que ganham força no mercado de trabalho. Vale dizer que, boa parte dessas vagas não possuem curso de formação (faculdades, pós-graduação…) os profissionais se formam de forma autodidata, buscando conhecimento, muitas vezes em plataformas com conteúdos gratuitos.
Enfim, a sugestão é justamente apresentar esse novo cenário do mercado de trabalho, mostrar de que forma as pessoas podem começar a se preparar para elas já na escola, e como enfrentar as mudanças sem se perder no caminho.
Imagem:Pixabay
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